sexta-feira, 4 de maio de 2012

Johnny got his gun - poster process

A segunda "brincadeira" do curso de tipografia usando meus desenhos do caderninho com o desenho desse tanquezinho aqui, que também tinha sido feito no tal do desafio do 30 dias.

Pra variar eu não botava muita fé nesse desenho por tê-lo feito de maneira mais livre, quase tosca. Fiz um rabisco a lápis e em seguida usei pincel e nanquim. Depois dei um tapa no PS pra colocar essas cores ai em cima.
 O professor deu então a missão de fazer um poster pro filme "Johnny vai a guerra", e eu teria que usar o tanque de alguma maneira. Novamente quis fazer outro tanque, mas decidi não faze-lo. O passo seguinte foi pegar o caderninho e começar a rabiscar as idéias pra composição da peça.
 E foram esse rabiscos que me guiaram:


 Eu estava tendo idéias que poderiam funcionar, mas o tanque só era usado como detalhe infimo e não "astro" do cartaz. E tive que começar a juntar as peças de coisas que estava curtindo de cada thumbnail que fiz. E acabei chegando nessa idéia: usando o soldado multilado de maneira menos explicita no centro, sendo visto no meio dos fragmentos do tanque; fragmentos que framentam também o soldado. Gostei da idéia, do conceito, o tanque esta lá e o soldado que eu persegui desde o inicio também. Hora de sentar na frente do PC. Mas eu precisava ainda desenhar o soldado. Novamente, pincel, nanquim, vegetal.



 Como eu já tinha quase tudo definido no papel, a idéia do que eu deveria fazer era muito clara, então terminei a peça bem mais rápido. O resultado é esse:



Quem planta colhe!

Tudo começou com uma brincadeira que servia pra manter a produção diária. Os desafios de 30 dias e similares estão por ai aos montes. No 13° do desafio eu precisava desenhar uma planta, e a idéia mais legal que me veio foi desenhar uma plantinha carnivora simpática e inofensiva (NOT!). O desenho ficou no sketchbook, e já tinha valido a brincadeira. Esse periodo, um professor, durante o curso de desenho tipográfico viu esse desenho e deu a idéia de usar alguns desses desenhos pra fazer a peças gráficas e fugir do exercícios tradicionais do curso. Eu curti a idéia, mas sempre fico nessa bobeira de que o desenho não está bom o suficiente pra fazer um trabalho de mais fôlego. Mas o professor me proibiu de fazer outro: Tem que usar ESSE!
 Definiu-se o filme "A pequena loja de horrores" pela adequação da imagem. Como eu precisava colocar a planta num pote, burlei de leve uma das regras e colocando um papel vegetal por cima do sketchbook, fiz outro desenho direto com pincel e nanquim, e ao final, desenhei o pote. Tinham alguns ruidos gerados pelas hachuras do primeiro desenho que eu achei que fossem me atrapalhar na legibilidde, então fiz outro, e acho que ficou melhor que o primeiro, mas sem perder expressão, como acontece nos processos de refação de trabalho; acaba ficando... burocrático o desenho final!
Depois de feito do desenho, fui pro PS e comecei a organizar os elementos na tela. Nesse caso eu não fiz os tradicionais thumbnails pra armar a composição, o que foi um problema... No computador a coisa acaba acontecendo na base da tentativa e erro, e o papel me ajuda a definir muita coisa. E isso acelera o processo; muito! 
 Defini uma familia tipográfica  e decidi fazer uso dela o tempo inteiro. Fiz negociações de tamanho das informações, hierarquia, e o trabalho foi ganhando corpo. depois de "terminado", fiz algumas versões, alterando a posição de alguns elementos. O professor também fez o papel de cliente chato/diretor de arte, e isso fez uma diferença enorme no final.
 O resultado final é esse ai. Eu fiquei satisfeito com o resultado, e o maior apredizado desse trabalho foi o de olhar com mais "malicia" pros meus desenhos despretenciosos.

"The little shop of horrors"

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Monster!

Fiz esse desenho um tanto despretenciosamente, mas acabei gostando do resultado. Decidi jogar pro computador e dar umas cores pra ver no que dava: ficou assim. Agora estou pensando em trabalhar mais nela e transformar numa estampa 4 cores. Mas preciso ver direitinho quais serão essas cores... Resultados em breve por aqui!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Skull Warrior

Mais um desenho digital, e com uma adição de cor rápida.

Ahhh, a ecoline!

Uns amigos vieram aqui em casa hoje, e a minha proposta pro convite foi a de mostrarmos a nossa produção recente, e experimentar materiais uns dos outros. Um deles trouxe meia duzia de potes de ecoline, uma tinta que sempre tive vontade de usar, mas pouca oportunidade. E felizmente ela surgiu... O resultado foi bem solto, cheio de manchas e cores vivas. Gostei muito e pretendo adquirir algumas cores assim que puder! E minha aquarela que me desculpe a traição...

Cowboys and robot's

Estudo de personagem feito totalmente no Photoshop. Tenho feito experiências frequentes de desenho 100% digital, e tenho percebido nuances interessantes que podem ser tomadas como partido compositivo. Dá pra manter uma expressividade no traço que eu não tinha previsto há alguns meses atrás.

Espero que gostem!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Cabeça quebrada

Esse trabalho foi feito há alguns meses, mas acabei não tendo como digitalizá-lo pelo tamanho (pouco maior que um a3).

Essa ilustração fala da construção da identidade e da auto-imagem. A abertura do crânio simboliza o vazio que existe em nós, que as vezes é sentido, mas não é visto com clareza - por isso optei por coloca-la na parte de traz da cabeça/ os olhos não vêem. E a relação da identidade foi dada por essa trama verde que segue em direção ao rosto da figura. Dentro dessas fitas entranhadas na pele, estão conceitos que formam o individuo em questão. Os adjetivos são dados por ele mesmo, e pelo "outro", e são tão poderosos que entranham na pele, nariz, boca, e tem impacto tão profundo no individuo, que da mesma maneira que o constrõem, também o desconstrõem - isso fica evidenciado pelos cortes no pescoço, rosto e ombro.

Espero que gostem! Comentários são sempre bem vindos!